Saiba o que é displasia e como identificar os primeiros sinais

A maior preocupação de pais durante o crescimento de seus filhos é que eles se desenvolvam de forma saudável. No entanto, isso pode não acontecer devido a fatores de ordem genética, ou seja, que fogem ao controle dos cuidados dos responsáveis até que os primeiros sintomas apareçam.

A displasia é um distúrbio geralmente hereditário que altera o desenvolvimento normal de um tecido ou órgão do corpo, podendo interferir em várias áreas da saúde humana.

Displasia cleidocraniana

A displasia cleidocraniana, ou ainda disostose mutacional, é o nome dado à doença rara que atinge os ossos e interfere no crescimento dos dentes. O problema acontece devido a um defeito do gene CBFA1, do cromossomo 6p21.

O CBFA1 é responsável por controlar a diferenciação de células precursoras em osteoblastos e, por isso, fundamental na formação do tecido ósseo. Assim, está comumente associado ao retardamento na ossificação do crânio, pélvis e extremidades, como a formação dos dentes.

Primeiros sinais

Os pacientes diagnosticados com displasia cleidocraniana apresentam os primeiros sinais do problema de forma aparente. São três principais deformações:

Cabeça maior

Por conta da deformidade craniana, a cabeça da pessoa tende a ser mais larga, com destaque na parte externa dos ossos, que constituem os lados superiores, anterior e lateral do crânio.

Baixa estatura

Os portadores da doença também costumam ter estatura abaixo da média e apresentar hipoplasia clavicular (aproximação dos ombros por conta da má formação ou inexistência das clavículas).

Formação dos dentes

Os dentes de pessoas com displasia costumam ser pouco visíveis, além de se apresentarem em quantidade maior que a normal para um crescimento saudável. Com isso, a maioria dos dentes são retidos (também conhecidos como dentes inclusos), sendo observáveis por exames radiográficos.

O aumento da distância entre os olhos e a base do nariz (hiperlorismo), com a parte do osso superior achatada, é outro sinal visível, que conta para o diagnóstico da síndrome. Também são considerados sintomas do problema o céu da boca (palato) profundo e a exoftalmia (projeção globo ocular para fora de sua órbita).

Tratamento odontológico

O tratamento da parte óssea de pacientes com displasia não se faz necessário. Contudo, as complicações odontológicas devem receber atenção especial, a fim de evitar problemas em funções essenciais, como alimentação e fala.

Recomenda-se a atuação de uma equipe multidisciplinar para favorecer o sucesso do tratamento, com atuação de médicos, dentistas e fonoaudiólogos, com o objetivo de garantir a melhor qualidade de vida do paciente.

As etapas do tratamento são definidas de acordo com cada caso, mas, de forma geral, dá-se prioridade à extração dos dentes inclusos, gradativamente, e de maneira a permitir o crescimento da dentição permanente, com auxílio ortodôntico.

O ideal é que o tratamento seja realizado ainda na infância, no período de crescimento ósseo, para que o risco de altura facial inferior encurtada e o prognatismo mandibular (queixo para frente) sejam reduzidos.

As terapias, assim como os cuidados com a higiene, devem ser realizados como em qualquer paciente e com vistas à manutenção da saúde bucal perfeita.

Conhece alguém com os sintomas da displasia cleidocraniana? Compartilhe este artigo, o diagnóstico precoce é peça-chave para o sucesso do tratamento.

Saiba como cuidar dos primeiros dentes e garantir a saúde bucal do seu bebê

Acompanhar o desenvolvimento de um bebê é uma etapa fantástica, mas que gera muitas dúvidas nos pais e responsáveis. O nascimento dos primeiros dentes, por exemplo, acontece entre o terceiro e o sexto mês de vida, podendo demorar mais, conforme cada organismo.

As reações de desconforto são bastante comuns na fase de erupção dos dentes, assim como os hábitos de higiene bucal devem começar a ser realizados.

Reações do bebê

Os sintomas relacionados ao nascimento da primeira dentição variam de bebê para bebê. De modo geral, os pequenos ficam estressados e até doentes nessa fase. No entanto, reações como febre, diarreia e coriza não têm relação direta com o desenvolvimento dos dentes e devem ser tratadas.

Os primeiros sinais de que os dentes estão chegando normalmente são: irritação, mau humor, maior produção de saliva, inchaço e sensibilidade gengival, dificuldade para dormir, recusa da alimentação e vontade de morder qualquer tipo de objeto.

Como e por que tratar

Saiba como e por que cuidar de cada detalhe da saúde bucal do seu bebê nos primeiros meses de vida:

Estresse

A irritabilidade do bebê deve ser tratada para evitar que a imunidade fique baixa e, com isso, o organismo fique suscetível a infecções nesse período delicado. Em casos de estresse constante, analgésicos podem ser a solução, mas somente sob prescrição do pediatra.

Consulta ao odontopediatra

Este profissional é habilitado para verificar se o desenvolvimento da primeira dentição está dentro da normalidade, podendo, assim, prevenir e corrigir possíveis alterações.

A ida ao consultório odontológico ainda na infância faz com que a criança crie um vínculo afetivo com o cirurgião-dentista. Assim, evita traumas (muito comuns entre as gerações passadas), bem como estimula o crescimento de um ser humano saudável e consciente com relação aos cuidados com a saúde bucal.

Na visita ao odontopediatra, o profissional avaliará se os dentes homólogos (correspondentes do outro lado da arcada) estão nascendo em tempo apropriado e dará orientações sobre como realizar a higiene bucal do bebê, prevenindo o desenvolvimento de cáries e outros problemas na boca.

Mordedores

Os famosos mordedores ainda são uma ótima solução para amenizar o desconforto dos bebês no período do nascimento dos primeiros dentes. Existem diversas opções temáticas e coloridas do produto para atrair os pequenos.

Os mordedores com material que fica gelado após alguns minutos na geladeira costumam aliviar mais a dor da fase de erupção dos dentes. Além disso, é importante optar pelos modelos livres de Bisfenol A (BPA), substância tóxica quando exposta a altas temperaturas, e, de preferência, que alcancem todos os dentes.

Escova massageadora

A escova de dente massageadora para bebês, produzida especialmente para a fase da primeira dentição é uma alternativa higiênica e saudável de aliviar o incômodo no bebê.

O item tem o cabo alongado, para facilitar a tarefa dos pais, a cabeça pequena, as cerdas pequenas e extremamente macias. A escova ajuda a massagear a região da gengiva e a limpar os primeiros dentes. Da mesma forma que os mordedores, recomenda-se optar por modelos livres de BPA.

A primeira dentição do seu bebê já começou a aparecer? Compartilhe conosco como tem sido essa experiência nos comentários.